A equipe do Centro de Pesquisa do Genoma Humano da USP (Universidade de São Paulo) descobriram (e foi divulgado hoje) que a tuba uterina (mais conhecida como trompas de Falópio, canal onde ocorre a fecundação) possui células-tronco com potencial para se transformarem em uma ampla variedade de células. O estudo foi publicado nesta quinta-feira, 18 de junho de 2009, na revista “Journal of Translational Medicine”.
As células mesenquimais extraídas de cordões umbilicais, polpa dental e tecido adiposo podem ser modificadas para se transformar em células musculares, ósseas e cartilagem. Ao contrário das células-tronco embrionárias, e pelo fato de serem extraídas de tecidos descartáveis, o material gerado por células desse tipo não gera problemas éticos, explicaram os cientistas.
O tecido utilizado no estudo foi extraído mediante histerectomias (retirada de útero) e outros procedimentos ginecológicos, aos quais foram submetidas mulheres férteis em idade reprodutiva (entre 35 e 53 anos) e que não tinham se submetido a tratamentos hormonais. Segundo o relatório da pesquisa, o grupo de cientistas brasileiros descobriu que as células mesenquimais das trompas podiam ser isoladas e multiplicadas mediante procedimentos in vitro com a capacidade de se transformar em células musculares, adiposas e ósseas.
O complemento cromossômico não mostrou anormalidades, o que sugeriu sua estabilidade. “Além de fornecer outra fonte potencial de medicina regenerativa, os resultados do estudo podem contribuir para a ciência reprodutiva em geral”, disse a pesquisadora Tatiana Jazedje, lider desta pesquisa.
Fonte: UOL